Seis anos sem Toninho,
prefeito de Campinas

 

Convidamos a população de Campinas para um Ato Público no próximo dia 9 de setembro, às 10h na Av. Mackenzie, próximo ao Shopping Iguatemi, no local em que o prefeito Antonio da Costa Santos foi assassinado há cinco anos.

 

Toninho foi assassinado dentro do seu carro, numa avenida próxima de sua casa e a população não sabe até hoje o que motivou seu assassinato e quem foram os mandantes do crime. O Departamento de Homicídios da polícia civil de São Paulo acusou a quadrilha de Andinho pelo crime, sem conseguir apontar os motivos que teriam levado o bando a executar o prefeito com tiros de 9mm. Dois dos quatros acusados foram executados em Caraguatatuba pela polícia civil de Campinas depois do assassinato do prefeito, como concluiu o Ministério Público de São Paulo. Andinho, o único acusado que sobreviveu, nega veementemente sua participação nesse crime, embora tenha confessado diversos seqüestros e esteja condenado a mais de 100 anos de prisão.

 

Em maio de 2004, Roseana Moraes Garcia, viúva de Toninho, entregou ao presidente Lula um abaixo-assinado com mais de 53mil assinaturas, solicitando a imediata intervenção do governo e da Polícia Federal nas investigações sobre o caso, nada foi feito nesse sentido. Em novembro de 2005, Roseana depôs na CPI dos Bingos para qual levou documentos que comprovam interesses que Toninho contrariou na cidade. Em fevereiro de 2006 aparece nova testemunha acusando interesses contrariados e apontando mandantes, nada foi investigado.

 

Por quê?

Toninho teve uma trajetória política marcada pela defesa dos direitos e interesses da população. Quando foi vice-prefeito de Campinas entre 1989-1992 fez denúncias de corrupção na administração municipal. Ao longo da década de 90 teve sua atuação pautada por disputas contra a especulação imobiliária e em defesa do patrimônio histórico. Quando a CPI do narcotráfico, em 1999, se instalou em Campinas ofereceu denúncia contra empresários da cidade. Eleito prefeito, Toninho contrariou diversos interesses de setores empresariais do município.Por todas essas razões, 70% do povo campineiro (dados fornecidos pelo Ibope), não acredita que o crime ocorreu por acaso e exige que as investigações sejam retomadas.Somente a nossa mobilização poderá acabar com a impunidade e com a injustiça.

 

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